sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Verbete ácido

Idiota: aquele que se sente encorajado pela idiotice alheia.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

De mentira

Cada um vive as mentiras que escolhe.
Eu tento viver as minhas ao avesso, não acreditando muito nelas não.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A vida

É igual andar de salto em rua de paralelepípedo: a gente tenta, mas como é difícil manter o equilíbrio e elegância.

domingo, 21 de novembro de 2010

Tulipas amarelas

Belas e contrastantes. Sua existência é simples, mas marcante.
Não há como não percebê-las, afinal, são amarelas - quer cor mais ensolarada?
Assim, seguem ensolarando quem as olha com o olhar que merecem. São raras. Difíceis de cultivar? Nem sempre. Há quem as cultive muito bem, pois descobriram o valor de uma flor dessas. E colhem beleza todos os dias. Devolvem com gratidão o que recebem, em silêncio.
Mas sim, há quem não goste de tulipas amarelas, assim como há quem não goste de chuva, calor ou mostarda. Pode-se escolher rosas vermelhas, mais fáceis de encontrar (mais efêmeras também). Mas é questão de escolha mesmo. Tulipas amarelas não são para qualquer jardim.

domingo, 14 de novembro de 2010

Amor, amar

Arriscado falar de amor, muito fácil cair no lugar comum. Mas como é uma fase de experimentos, e sem riscos não tem graça, vamos falar de amor.

Eu não acredito no amor, eu experimento o amor todos os dias. Cresci dentro dele. Então, hoje, não é difícil entender porque todas as minhas escolhas são baseadas nele. A casa dos meus pais é puro amor, minha mãe tem uma capacidade inesgotável de amar, e foi nesse amor que crescemos. Digo que não é o amor cego, ele tem pitadas de razão, importantes para viver no mundo.

Eu sou capaz de amar, porque escolhi amar, e escolhas não são simples. Tem horas que são doídas e aí fazem a gente refletir se vale a pena do jeito que é. Algo me diz que sim, vale sim. Eu chego moída de cansaço ao final do dia, mas com uma satisfação imensa de ter espalhado (um pouco) de amor no mundo. E acho que o mundo precisa de amor sim, em sua forma mais ampla (porque amor homem-mulher é só uma partezinha do que o amor pode ser, e talvez o leitor esperasse que eu dissesse sobre esse tal amor aí). Feliz aquele que aceita o amor e aprende que pode ser bonito, bom, inteiro. E complementar.

Tudo isso soa tão fora de moda. Mas há algum tempo me reconheci assim, demodée.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Não tá cabendo não

- Não tem nem motivo e eu tô chorando.

- Se é de alegria, tá valendo.

- Pois é, tem horas que parece que transborda.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

É finito

Toda tristeza é produtiva, desde que temporária.