Vestida de estrelas, colocou brisa no cabelo.
Encheu os olhos de sol.
Subiu num salto de pedrinhas multicores.
Ofuscou qualquer discernimento e desagregou todo pedaço, escondido que fosse, de escuridão.
Seguiu, cegou e sorriu quando lhe perguntaram de onde vinha tanto brilho.
Sem intenção alguma, veio a idéia de um blog. Por ora simples, por ora divertido ou, por vezes, melancólico. É assim, feito a vida da gente.
sábado, 2 de abril de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
[Sem título]
De repente, um sono profundo. Cada vez mais.
Para onde escorregava sua alma? Descansava?
Não. Estava bem ali, esperando por um sopro que lhe tirasse do limbo (porque qualquer limbo não é bom).
Esperava que o corpo correspondesse ao desejo da alma.
Esperava que o ar lhe enchesse os pulmões.
Esperava sentir de novo o toque.
Esperava o correr das horas.
Esperava.
Para onde escorregava sua alma? Descansava?
Não. Estava bem ali, esperando por um sopro que lhe tirasse do limbo (porque qualquer limbo não é bom).
Esperava que o corpo correspondesse ao desejo da alma.
Esperava que o ar lhe enchesse os pulmões.
Esperava sentir de novo o toque.
Esperava o correr das horas.
Esperava.
terça-feira, 1 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Em primeira pessoa
Era uma vez uma moça que não gostava de escrever em primeira pessoa.
Foi quando, muito apaixonada por ela mesma, virou uma tremenda egoísta e achou que podia ser matéria de si própria.
Ora, quanta pretensão! Mas não se importava, queria mesmo era se ver traduzida em palavras, das quais tanto gostava.
E assim, de palavra em palavra, se construía como protagonista de uma história cheia de personagens que traziam beleza e leveza ao seu caminho. Com eles, ela escolheu seguir junto, na alegria e na tristeza (para ela essa frase fazia mais sentidos nas amizades do que nos casamentos).
Se fazia viva, cheia de sentimento, agora, sempre em primeira pessoa.
Foi quando, muito apaixonada por ela mesma, virou uma tremenda egoísta e achou que podia ser matéria de si própria.
Ora, quanta pretensão! Mas não se importava, queria mesmo era se ver traduzida em palavras, das quais tanto gostava.
E assim, de palavra em palavra, se construía como protagonista de uma história cheia de personagens que traziam beleza e leveza ao seu caminho. Com eles, ela escolheu seguir junto, na alegria e na tristeza (para ela essa frase fazia mais sentidos nas amizades do que nos casamentos).
Se fazia viva, cheia de sentimento, agora, sempre em primeira pessoa.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Da série "diálogos inúteis - parte I"
- Tem um negócio entalado na minha garganta.
- Você comeu peixe hoje? Engasgou com bala Soft?
- Não, engoli foi um sapo mesmo.
- Você comeu peixe hoje? Engasgou com bala Soft?
- Não, engoli foi um sapo mesmo.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Tudo azul
Não, não chove. Faz muito sol e o céu é azul.
A música me alimenta, o trabalho me faz feliz, as pessoas melhoram meus dias.
Tudo acontece em ritmo das valsinhas dos quinze anos, fluindo levemente e simplesmente acontecendo de maneira bonita. Sim, eu acho a vida bonita, e a minha mais ainda. Sou grata.
E quando eu penso que me falta algo, lembro logo daquela música do U2, "Beautiful day", que, em bom português, diz que o que a gente não tem é porque não precisa agora.
Não falta nada. É só uma questão de tempo. E de necessidade.
A música me alimenta, o trabalho me faz feliz, as pessoas melhoram meus dias.
Tudo acontece em ritmo das valsinhas dos quinze anos, fluindo levemente e simplesmente acontecendo de maneira bonita. Sim, eu acho a vida bonita, e a minha mais ainda. Sou grata.
E quando eu penso que me falta algo, lembro logo daquela música do U2, "Beautiful day", que, em bom português, diz que o que a gente não tem é porque não precisa agora.
Não falta nada. É só uma questão de tempo. E de necessidade.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
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