Não, não chove. Faz muito sol e o céu é azul.
A música me alimenta, o trabalho me faz feliz, as pessoas melhoram meus dias.
Tudo acontece em ritmo das valsinhas dos quinze anos, fluindo levemente e simplesmente acontecendo de maneira bonita. Sim, eu acho a vida bonita, e a minha mais ainda. Sou grata.
E quando eu penso que me falta algo, lembro logo daquela música do U2, "Beautiful day", que, em bom português, diz que o que a gente não tem é porque não precisa agora.
Não falta nada. É só uma questão de tempo. E de necessidade.
Sem intenção alguma, veio a idéia de um blog. Por ora simples, por ora divertido ou, por vezes, melancólico. É assim, feito a vida da gente.
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Tristeza não tem fim?
Às vezes eu acho que a gente aprende na vida é a distrair a tristeza.
E todo mundo tem um tristezinha (ou uma tristezona) que dorme e acorda consigo todo dia. Só que tem uns que enganam ela melhor (fizeram teatro ou circo?) e assim ela fica só a gargalhar, bem escondida, como mera espectadora.
E todo mundo tem um tristezinha (ou uma tristezona) que dorme e acorda consigo todo dia. Só que tem uns que enganam ela melhor (fizeram teatro ou circo?) e assim ela fica só a gargalhar, bem escondida, como mera espectadora.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Divã
Engraçado: enquanto olho para a parede e para dentro de mim, o analista vê os meus pés e (talvez) saiba muito mais de mim do que eu mesma.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Adiante
É como se eu pudesse re-sentir o amargo do que passou. E apesar do amargo, da insônia, da desilusão, da luta comigo mesma, o desejo de continuar não se foi. Tudo deu lugar a um simples "eu posso". Disso eu quero me lembrar todos os dias.
(Eu passei. Na USP. É bom quando algo nunca antes imaginado acontece.)
(Eu passei. Na USP. É bom quando algo nunca antes imaginado acontece.)
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
(Des)confortável
"Tudo é superficial, meu bem, tudo é epi-dér-mico." (Julio Cortázar, em "O jogo da amarelinha").
Que tal viver neste mundo "epidérmico", onde há anseios por qualquer coisa para a qual não se dá nome.
Na verdade, não se sabe quem ou como, estão todos perdidos em desejos fugazes. Dá trabalho construir relações, mantê-las e também se frustar com elas, afinal, somos uma geração com baixíssimo limiar para a frustração. Vê-se nas comunidades, sites de relacionamento na internet, em que todos são bonitos, legais, agradáveis e sem defeitos. Ninguém quer descobrir a "feiúra" alheia, daí mantém-se tudo âmbito do "epidérmico", "subcutâneo" já é arriscado e pode ser perigoso demais.
Que tal viver neste mundo "epidérmico", onde há anseios por qualquer coisa para a qual não se dá nome.
Na verdade, não se sabe quem ou como, estão todos perdidos em desejos fugazes. Dá trabalho construir relações, mantê-las e também se frustar com elas, afinal, somos uma geração com baixíssimo limiar para a frustração. Vê-se nas comunidades, sites de relacionamento na internet, em que todos são bonitos, legais, agradáveis e sem defeitos. Ninguém quer descobrir a "feiúra" alheia, daí mantém-se tudo âmbito do "epidérmico", "subcutâneo" já é arriscado e pode ser perigoso demais.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
De mentira
Cada um vive as mentiras que escolhe.
Eu tento viver as minhas ao avesso, não acreditando muito nelas não.
Eu tento viver as minhas ao avesso, não acreditando muito nelas não.
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