domingo, 14 de novembro de 2010

Amor, amar

Arriscado falar de amor, muito fácil cair no lugar comum. Mas como é uma fase de experimentos, e sem riscos não tem graça, vamos falar de amor.

Eu não acredito no amor, eu experimento o amor todos os dias. Cresci dentro dele. Então, hoje, não é difícil entender porque todas as minhas escolhas são baseadas nele. A casa dos meus pais é puro amor, minha mãe tem uma capacidade inesgotável de amar, e foi nesse amor que crescemos. Digo que não é o amor cego, ele tem pitadas de razão, importantes para viver no mundo.

Eu sou capaz de amar, porque escolhi amar, e escolhas não são simples. Tem horas que são doídas e aí fazem a gente refletir se vale a pena do jeito que é. Algo me diz que sim, vale sim. Eu chego moída de cansaço ao final do dia, mas com uma satisfação imensa de ter espalhado (um pouco) de amor no mundo. E acho que o mundo precisa de amor sim, em sua forma mais ampla (porque amor homem-mulher é só uma partezinha do que o amor pode ser, e talvez o leitor esperasse que eu dissesse sobre esse tal amor aí). Feliz aquele que aceita o amor e aprende que pode ser bonito, bom, inteiro. E complementar.

Tudo isso soa tão fora de moda. Mas há algum tempo me reconheci assim, demodée.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Não tá cabendo não

- Não tem nem motivo e eu tô chorando.

- Se é de alegria, tá valendo.

- Pois é, tem horas que parece que transborda.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

É finito

Toda tristeza é produtiva, desde que temporária.

domingo, 7 de novembro de 2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Processar

É como se acabar não acabasse mas precisasse todo dia de manhã se acabar mais um pouco.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sim.

- Eu aceito.

(Mais café. Ir ao cinema no meio da semana. Tomar sorvete à meia-noite. Mudar de emprego. Mudar de cabelo. Mudar de casa. Mudar. A dor. O que vem depois da dor. A inconstância. A falta de controle. A beleza que há no percurso. A dificuldade para levantar de manhã. O sono no meio do dia. A insônia. O cansaço. A fé. O vazio que se preenche a cada dia. A solidão. O amor por mim mesma. A minha idade. O orgulho por não desistir. A conquista. A esperança. Os sonhos. As possibilidades. O aprendizado. O lado feio, mas também o belo. O que nunca experimentei. O sentir intenso, real. A vida, com tudo que vier junto.)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Sobre "Algum lugar entre aqui e agora"

(Na estação de trem, ela chegando, ele, partindo. Ou não. Não sabem, ambos, o que querem ou o que fazem na sua própria cidade.)

Esteja confortável aonde está.
Busque sempre.
Viaje, mas nunca a procura do que não tem.
Aonde for, leva você mesmo, mesmo que esteja em casa ( "casa" nem sempre é "lar").
Volte, quando necessário.
Permaneça, pode fazer a diferença.
Limpe a mente e quando partir, tenha certeza de que está na hora.
Sem fatores de confusão.


( Título emprestado - assim como o início entre parênteses - do filme do Festival Indie BH 2010, "Somewhere between here and now". Achei o título irresistível. O filme, sensacional. )