terça-feira, 17 de abril de 2012

Liberdade

Eu posso ser o que você quiser.
Porque eu já sou muito do que eu quero e posso deixar você querer um tanto também. De mim.

terça-feira, 6 de março de 2012

Qual a cor da esperança?

Verde, branca, amarela, azul.
Para que as cores se quando tudo o que se precisa é um pouco de coragem.
Coragem para esperar, na esperança.

quinta-feira, 1 de março de 2012

De mentirinha

Só por hoje não diga verdades. Diga apenas o que eu quero ouvir.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Versinho

Eu - que já chorei de saudade -
Hoje só quero chorar
Se for de felicidade.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Tem recheio: Extra!

Tem recheio: Extra!

Extra!

Sol escaldante e céu tremendamente azul embebedam transeuntes em pleno Centro.
Felicidade pega?
Não. Mas espalha, para quem deixar(-se).

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Empoeirado

Deixou-se em casa, bem trancado em suas tetra-chaves. Aprendeu a olhar o outro, esse outro cheio de sujeiras tão profundas e tão visíveis ao mesmo tempo. Para conseguir, precisava olhar de longe, mesmo sabendo que a sujeira, a poeira, entranha em todos os cantos. Ninguém está imune, apesar dos dedos em riste, apontando sempre para o outro. É muita poeira pra todos os lados.
Resolveu levar consigo um espanador. Em vão, ele só mudava a poeira de lugar. Daí experimentou uma toalha velha que tinha em casa: limpou, mas deixou vestígios. Poeira maldita. Viu na TV uma "toalha seca-limpa-dá brilho e ainda tem perfume". Acreditou, comprou, entregaram em casa. Usou. É, limpou, e até que deixou um cheirinho bom. Não durou.
Mesmo bem trancado, ganhou poeira. E sabia que não havia como se livrar dela, até que lhe ocorreu a melhor idéia de todas: comprou um antialérgico e conviveu harmonicamente com a sua e com todas as outras poeiras.