Eu - que já chorei de saudade -
Hoje só quero chorar
Se for de felicidade.
Sem intenção alguma, veio a idéia de um blog. Por ora simples, por ora divertido ou, por vezes, melancólico. É assim, feito a vida da gente.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Extra!
Sol escaldante e céu tremendamente azul embebedam transeuntes em pleno Centro.
Felicidade pega?
Não. Mas espalha, para quem deixar(-se).
Felicidade pega?
Não. Mas espalha, para quem deixar(-se).
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Empoeirado
Deixou-se em casa, bem trancado em suas tetra-chaves. Aprendeu a olhar o outro, esse outro cheio de sujeiras tão profundas e tão visíveis ao mesmo tempo. Para conseguir, precisava olhar de longe, mesmo sabendo que a sujeira, a poeira, entranha em todos os cantos. Ninguém está imune, apesar dos dedos em riste, apontando sempre para o outro. É muita poeira pra todos os lados.
Resolveu levar consigo um espanador. Em vão, ele só mudava a poeira de lugar. Daí experimentou uma toalha velha que tinha em casa: limpou, mas deixou vestígios. Poeira maldita. Viu na TV uma "toalha seca-limpa-dá brilho e ainda tem perfume". Acreditou, comprou, entregaram em casa. Usou. É, limpou, e até que deixou um cheirinho bom. Não durou.
Mesmo bem trancado, ganhou poeira. E sabia que não havia como se livrar dela, até que lhe ocorreu a melhor idéia de todas: comprou um antialérgico e conviveu harmonicamente com a sua e com todas as outras poeiras.
Resolveu levar consigo um espanador. Em vão, ele só mudava a poeira de lugar. Daí experimentou uma toalha velha que tinha em casa: limpou, mas deixou vestígios. Poeira maldita. Viu na TV uma "toalha seca-limpa-dá brilho e ainda tem perfume". Acreditou, comprou, entregaram em casa. Usou. É, limpou, e até que deixou um cheirinho bom. Não durou.
Mesmo bem trancado, ganhou poeira. E sabia que não havia como se livrar dela, até que lhe ocorreu a melhor idéia de todas: comprou um antialérgico e conviveu harmonicamente com a sua e com todas as outras poeiras.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Do melhor de 2011
Dormir na própria cama, silêncio, fim de semana sem trabalho. Sair do plantão de manhã cedinho e ver o céu. Felicidade de paciente tendo alta. Abraços, muitos abraços. As pessoas incríveis. Os amigos que ficam. Fernando de Noronha. O fundo do mar. Nordeste. Namorar na rede. Passeio de buggy com cabelos ao vento. Sofá só pra mim. Café da manhã com a família. A família. Fazer a diferença. A coragem, o medo, tudo junto. Todo dia. De novo, no ano novo.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Diálise emocional
Lágrimas: de dor, de tristeza, de raiva.
Mais raras as de gratidão.
Já vi lágrimas de emoção também. Lágrimas públicas, lágrimas tímidas e até as que, mesmo se reparasse bem, não as via. Mas elas estavam lá, obstruídas por coisas não ditas que as pessoas carregam e que não permitem.
Lágrimas não permitidas, já vi também. Proibidas pela censura do outro que não sabe da própria tristeza. Ou sabe, mas não quer saber.
Uma vez vi uma lágrima bonita que acabara de ganhar vida ante a beleza de fora. Beleza essa que só reflete a de dentro de quem consegue ver fora.
Uma vez me disseram: se você ri em público, porque não pode chorar também?
Foi assim que eu achei que lágrimas são um assunto bonito.
(O título é emprestado da fala de Joyce Menezes, querida.)
Mais raras as de gratidão.
Já vi lágrimas de emoção também. Lágrimas públicas, lágrimas tímidas e até as que, mesmo se reparasse bem, não as via. Mas elas estavam lá, obstruídas por coisas não ditas que as pessoas carregam e que não permitem.
Lágrimas não permitidas, já vi também. Proibidas pela censura do outro que não sabe da própria tristeza. Ou sabe, mas não quer saber.
Uma vez vi uma lágrima bonita que acabara de ganhar vida ante a beleza de fora. Beleza essa que só reflete a de dentro de quem consegue ver fora.
Uma vez me disseram: se você ri em público, porque não pode chorar também?
Foi assim que eu achei que lágrimas são um assunto bonito.
(O título é emprestado da fala de Joyce Menezes, querida.)
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Em letras
Leia-me. Mas leia-me inteira, desde o rascunho manuscrito e por muito borrado pelas correções. Leia-me imperfeita, com erros. Leia-me com as passagens bonitas, as melancólicas, as depressivas, as exaustivas, as intermináveis, as aventureiras, as divertidas. Leia-me. Leia-me todos os dias porque igual eu nunca serei. Leia-me dormindo, nessas horas o devaneio é permitido. Leia-me sonhando e construa quem você quiser. Leia-me quando acordado, o real é muito melhor. Leia-me andando na rua. Tropece por isso, mas continue lendo e descobrindo. Leia-me no trabalho, seu chefe detestará, mas isso pouco importa. Desfrute página por página.
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