Dormir na própria cama, silêncio, fim de semana sem trabalho. Sair do plantão de manhã cedinho e ver o céu. Felicidade de paciente tendo alta. Abraços, muitos abraços. As pessoas incríveis. Os amigos que ficam. Fernando de Noronha. O fundo do mar. Nordeste. Namorar na rede. Passeio de buggy com cabelos ao vento. Sofá só pra mim. Café da manhã com a família. A família. Fazer a diferença. A coragem, o medo, tudo junto. Todo dia. De novo, no ano novo.
Sem intenção alguma, veio a idéia de um blog. Por ora simples, por ora divertido ou, por vezes, melancólico. É assim, feito a vida da gente.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Diálise emocional
Lágrimas: de dor, de tristeza, de raiva.
Mais raras as de gratidão.
Já vi lágrimas de emoção também. Lágrimas públicas, lágrimas tímidas e até as que, mesmo se reparasse bem, não as via. Mas elas estavam lá, obstruídas por coisas não ditas que as pessoas carregam e que não permitem.
Lágrimas não permitidas, já vi também. Proibidas pela censura do outro que não sabe da própria tristeza. Ou sabe, mas não quer saber.
Uma vez vi uma lágrima bonita que acabara de ganhar vida ante a beleza de fora. Beleza essa que só reflete a de dentro de quem consegue ver fora.
Uma vez me disseram: se você ri em público, porque não pode chorar também?
Foi assim que eu achei que lágrimas são um assunto bonito.
(O título é emprestado da fala de Joyce Menezes, querida.)
Mais raras as de gratidão.
Já vi lágrimas de emoção também. Lágrimas públicas, lágrimas tímidas e até as que, mesmo se reparasse bem, não as via. Mas elas estavam lá, obstruídas por coisas não ditas que as pessoas carregam e que não permitem.
Lágrimas não permitidas, já vi também. Proibidas pela censura do outro que não sabe da própria tristeza. Ou sabe, mas não quer saber.
Uma vez vi uma lágrima bonita que acabara de ganhar vida ante a beleza de fora. Beleza essa que só reflete a de dentro de quem consegue ver fora.
Uma vez me disseram: se você ri em público, porque não pode chorar também?
Foi assim que eu achei que lágrimas são um assunto bonito.
(O título é emprestado da fala de Joyce Menezes, querida.)
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Em letras
Leia-me. Mas leia-me inteira, desde o rascunho manuscrito e por muito borrado pelas correções. Leia-me imperfeita, com erros. Leia-me com as passagens bonitas, as melancólicas, as depressivas, as exaustivas, as intermináveis, as aventureiras, as divertidas. Leia-me. Leia-me todos os dias porque igual eu nunca serei. Leia-me dormindo, nessas horas o devaneio é permitido. Leia-me sonhando e construa quem você quiser. Leia-me quando acordado, o real é muito melhor. Leia-me andando na rua. Tropece por isso, mas continue lendo e descobrindo. Leia-me no trabalho, seu chefe detestará, mas isso pouco importa. Desfrute página por página.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Diálogos inúteis - parte III
- Eu acho que as pessoas deviam colocar uma pedra no passado.
- Eu já acho que elas deviam era jogar uma pedra na cabeça desse tal "passado".
- Eu já acho que elas deviam era jogar uma pedra na cabeça desse tal "passado".
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Dos alarmes da vida
A sirene lhe abriu os olhos, enquanto escancarava os ouvidos. Soava como um alarme ininterrupto de "pare, é uma emergência". O barulho ensurdecedor ia tomando suas idéias, paralisando suas ações quando, num ímpeto, largou todos os seus papéis, todas as suas funções e disse: "dá licença, vou ser feliz".
Ninguém entendeu nada.
Ninguém entendeu nada.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Tá bom assim?
Tem gente que passa uma vida inteira satisfeito com o mais-ou-menos.
Porque o mais-ou-menos pode ser o melhor que tá tendo. Porque não existe nada melhor que isso, ora!
E assim, ficamos sempre mais-ou-menos satisfeitos, mais-ou-menos felizes, mais-ou-menos achando que a vida é mais-ou-menos assim: eu tenho que tolerar seu mais-ou-menos porque eu também devo ser lá, hum, mais-ou-menos.
Eu achava que o que eu queria era pouco e simples, mas com esses mais-ou-menos todos descobri que o quero é demais: eu não quero o mais-ou-menos. Mesmo sendo, digamos, mais-ou-menos lúcida.
Porque o mais-ou-menos pode ser o melhor que tá tendo. Porque não existe nada melhor que isso, ora!
E assim, ficamos sempre mais-ou-menos satisfeitos, mais-ou-menos felizes, mais-ou-menos achando que a vida é mais-ou-menos assim: eu tenho que tolerar seu mais-ou-menos porque eu também devo ser lá, hum, mais-ou-menos.
Eu achava que o que eu queria era pouco e simples, mas com esses mais-ou-menos todos descobri que o quero é demais: eu não quero o mais-ou-menos. Mesmo sendo, digamos, mais-ou-menos lúcida.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Borboletas
- Quero criar borboletas.
Por suas cores que, manhosamente, se emaranham nos cabelos das moças. Pelo balé bonito que fazem com sua leveza, tingindo o cinza do asfalto e fazendo sorrir por onde passam. Porque eu acho que são poucos jardins e são poucas as borboletas, e o mundo precisa, sim, de mais borboletas.
É por isso que o menino, quando crescer, quer criar borboletas.
(Para Daiana, que tem um coração tão bonito quanto o do menino-anônimo, criador de borboletas).
Por suas cores que, manhosamente, se emaranham nos cabelos das moças. Pelo balé bonito que fazem com sua leveza, tingindo o cinza do asfalto e fazendo sorrir por onde passam. Porque eu acho que são poucos jardins e são poucas as borboletas, e o mundo precisa, sim, de mais borboletas.
É por isso que o menino, quando crescer, quer criar borboletas.
(Para Daiana, que tem um coração tão bonito quanto o do menino-anônimo, criador de borboletas).
Assinar:
Postagens (Atom)